A tal da “experica” vem com os cabelos brancos? Aqueles fios grisalhos são o que credenciam alguém ao status de “profissional experiente”? Ao contrário do que diz o senso comum, ser experiente não tem necessariamente uma relação direta com idade. Ser experiente requer muito mais do que apenas sofrer a ação do tempo em sua vida.

 

Os 3 pilares da experiência

Depois de pensar e pesquisar um pouco sobre este assunto, ler alguns artigos e ver vídeos de filósofos, psicólogos e coaches que dissertavam sobre o tema, cheguei a uma conclusão nada científica, mas simplesmente baseada no meu feeling e na tal da experiência. Conclui que a experiência profissional pode ser definida com base em 3 pilares.

Estes pilares são traduzidos em afirmações:

  1. Experiência é conhecimento
  2. Experiência é vivência
  3. Experiência é assimilação

Como num jogo, a soma destas 3 pontuações indica se uma pessoa tem ou não uma boa experiência sobre determinado assunto. Nesta equação a idade tem valor nulo. Infelizmente, neste caso, a vantagem dos mais velhos fica apenas na fila da lotérica mesmo.

 

Idade e Experiência

Mas calma! Não quer dizer que os mais velhos não tem experiência. Longe disso. Na maioria das vezes os mais velhos têm sim mais experiência, justamente porque já tiveram mais conhecimento e vivência acumulados e souberam assimilar muito mais tudo que aprenderam ao longo do tempo.

Porém, contudo, todavia, entretanto… fazer uma análise simplória e dizer que um profissional que tem 5 anos de experiência em determinada função é mais “experiente” que outro que tem apenas 1, é, no mínimo, uma prova de déficit intelecto-cognitivo (pra não dizer outra coisa). E nas próximas linhas, falando um pouco sobre os 3 pilares, você vai entender melhor o porquê.

 

1 – Experiência é conhecimento

Quanto mais conhecimento temos sobre determinado assunto, mais estaremos aptos a enfrentar situações desafiadoras. Usando um exemplo bem simples. Se você é taxista e conhece bem as ruas da cidade, isso mostra que você tem uma boa experiência e sabe como chegar aos lugares, os atalhos e o que evitar.

No entanto, hoje em dia o conhecimento está ao alcance de todos nós. Você não precisa dirigir nem um quilômetro pra conhecer todas as ruas e atalhos da cidade. Você pode estudar os mapas e todos os atalhos através do Google Maps, Waze, Google Street View e outros aplicativos.

Conhecimento traz experiência, mas este conhecimento não está mais restrito a um pequeno panteão que domina e preserva este saber. Todo o conhecimento do mundo (praticamente) está na nossa mão. Por isso, viver mais para adquirir o conhecimento que é passado através do aprendizado e do contato com outras pessoas não é mais necessário. Antigamente você só saberia como construir uma máquina de refrigerante caseira se alguém te ensinasse ou se quebrasse muito a cabeça pra criar do seu próprio jeito. Hoje você pode fazer isso, apenas assistindo a esse vídeo simples e prático do Manual do Mundo.

 

2 – Experiência é vivência

Porém, mais do que conhecer, você também precisa vivenciar. Como no exemplo acima, do taxista, você pode conhecer todas as ruas e caminhos mesmo sem ter passado por eles. Porém, se você vivencia esta experiência, pega o carro e passa por essas estradas, consegue ter mais informações sobre o trajeto. Pode descobrir que uma rua está esburacada, ou que existe uma nova obra acontecendo ou seu pneu pode furar e pela primeira vez você acaba sendo obrigado a trocar. Tudo isso é algo que foi vivido na prática e colaborou para a sua experiência.

No caso de profissionais, então, é possível que um jovem que trabalhou durante 5 anos em algumas funções, seja mais experiente, profissionalmente falando, do que um cara com seus 20 anos de carteira assinada. Se este cara passou 20 anos da vida fazendo a mesma função, no mesmo lugar, sem aprender nada novo, sem ser desafiado, provavelmente ele é mais inexperiente do que o jovem que já passou por algumas empresas, trabalhou em diferentes funções, fez cursos e aprendeu coisas novas.

Imagine que você é uma mala (e não “um mala”, manjou a diferença, né?). E quanto mais velho você fica, mais sua mala aumenta. E as suas experiências de vida são suas roupas. Então, quanto mais você vive, adquire conhecimento e passa por novas situações, mais roupas você vai ganhando. Assim, de nada adianta ter uma mala gigante com poucas peças de roupas. Ter a tal da “bagagem cultural” é o que vai nos tornar mais seguros e aptos a enfrentar essa longa viagem pela vida.

 

3 – Experiência é assimilação

Trocando em miúdos, experiência é viver e aprender.

Vamos usar a parábola acima, sobre as malas, pra facilitar a famigerada assimilação (e também porque criar historinhas assim é muito divertido).

Se a sua mala vai aumentando conforme passa o tempo e você fica mais velho e a vivência traz as roupas que vão fazer parte da sua bagagem, então, o último pilar, a assimilação, significa saber usar essas roupas. Saber que, por exemplo, não dá pra usar sua linda sunga branca quando for esquiar nos alpes suíços. Pegou?

Depois de adquirir conhecimento e vivenciar algumas situações é preciso aprender com tudo isso. Hoje não é incomum ver jovens adultos que contam suas experiências com negócios, carreira e afins. Afinal, muitos jovens começam a empreender cedo, arriscam, aprendem e evoluem.

Como já falei em outro artigo, muitas vezes é preciso perder pra poder ganhar. E os fracassos acabam sendo melhores professores do que o sucesso. Richard Branson, fundador da Virgin Group e um dos maiores empresários do mundo, já investiu em mais de 100 tipos de negócios diferentes e levou à falência alguns deles. Tudo serviu como experiência, principalmente as derrotas.

Portanto, abrace as oportunidades que tiver e não tenha medo dos desafios que virão. Tenha medo é de ficar parado. Tenha medo é de se acomodar e achar que o tic tac do relógio conta a seu favor e te torna mais apto.

A única coisa que fica melhor com o passar dos anos, mesmo parado, é o vinho. Nós, meros mortais, somos bem diferentes. O que a gente aprende enquanto os ponteiros passeiam é que vai fazer diferença e dizer se realmente estamos ficando mais experientes ou apenas mais… velhos.

 

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Guilherme Santos: Formado em Publicidade e Propaganda e pós-graduando em Mídias Sociais e Marketing Digital, atua na área de comunicação desde 2007 e escreve uma coluna semanal no Jornal de Laguna desde 2014. Fundou, juntamente com um sócio, em 2015 a startup Crush Design, especializada na criação e venda de móveis em formato digital. Também tem uma empresa de marketing e publicidade, que hoje se chama Gui Santos PRO, e é especializada em redação e criação de conteúdo. Também executa serviços de social media e design gráfico para diversos clientes.

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