Hoje, no Brasil, o vírus que se espalha mais rapidamente e tem o maior potencial nocivo se chama: fake news!

Eu nem preciso explicar o que é uma fake news e todo aquele papo introdutório, né? Você deve saber que o que mais vemos hoje em dia são notícias falsas ou extremamente imprecisas, que nos levam a tirar conclusões erradas sobre algum assunto.

E, neste caso, o assunto da vez é o Novo Coronavírus, a Covid-19.

O assunto é tão grave que o próprio Ministério da Saúde criou um portal específico pra desmistificar algumas fake news relacionadas ao Coronavírus.

Inclusive, diversos sites têm seções especiais dedicadas a checagem de fatos. Logo mais entrarei especificamente neste assunto e darei dicas de portais onde você pode fazer a verificação da veracidade de algumas informações.

Bolsonaro: o Lord das Fake News no Brasil

As fake news existem e já não é de hoje. Tanto que em 2017 eu já escrevia sobre o assunto:

https://www.linkedin.com/pulse/como-identificar-e-acabar-com-not%C3%ADcias-falsas-guilherme-santos

No entanto, no primeiro semestre de 2020, o excelentíssimo presidente, Jair Messias Bolsonaro, é o Lord das Fake News no Brasil. Você pode julgar como quiser: porque ele está mais exposto e, por isso, corre o risco de falar mais coisas imprecisas, porque ele não tem compromisso com a verdade, ou seja lá qual o motivo você queira atribuir a isso.

Porém, o fato é: neste momento ele e aqueles que o defendem são os que mais compartilham notícias falsas na internet. Principalmente ligadas ao Coronavírus.

Vale lembrar que, quando completou 500 dias de governo, Bolsonaro havia chegado a marca de mais de 1000 notícias falsas ou imprecisas divulgadas. Estão todas catalogadas neste site:

https://aosfatos.org/todas-as-declara%C3%A7%C3%B5es-de-bolsonaro

Neste momento, então, o passo mais prudente pra você que quer ajudar a acabar com o vírus das fake news é checar e rechecar notícias vindas de apoiadores do presidente ou citando algumas declarações do mesmo.

Vale lembrar que recentemente até o Instagram excluiu um post do presidente porque compartilhava explicitamente uma notícia falsa:

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2020/05/12/interna_politica,853925/covid-19-instagram-coloca-alerta-de-fake-news-em-postagem-de-bolsonar.shtml

Cabe ainda lembrar que as checagens feitas e marcadas como fake news não se referem a uma opinião do presidente. Todas elas envolvem informações que ele cita como verdadeiras, mas que não são, como foi o caso desse post removido pelo Instagram, onde ele fala que o número de doenças respiratórias neste ano, no estado do Ceará, é menor do que em 2019. Não é uma opinião. É um dado. E falso, neste caso.

Redes Sociais e Whatsapp: O covil das notícias falsas

As redes sociais são a maior e melhor forma de espalhar desinformação. No entanto, em mídias digitais como Instagram, Facebook e Twitter (pra citar as maiores), há um esforço constante para impedir que fake news se espalhem, vide o exemplo anterior, onde o Instagram excluiu uma postagem do presidente.

Nas redes sociais há uma grande quantidade de bots programados para criar postagens e comentar em outros posts, principalmente com o intuito de fortalecer determinadas ideias (e pessoas).

Neste caso, mais uma vez, no centro das atenções temos os bolsonaristas. De acordo com um estudo da UFRJ e FespSP, que analisou 1,2 milhão de tuítes a favor do presidente, através de um software que identifica robôs, foi possível identificar que 55% destas publicações eram realizadas por bots.

https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/04/03/55-de-publicacoes-pro-bolsonaro-sao-feitas-por-robos.ghtml

Temos outros grupos investindo nesse tipo de “estrategia”, mas praticamente todos sabem que hoje a melhor ferramenta para disseminar fake news é o Whatsapp. Lá não existe filtro. Não tem (e nem deve ter) como monitorar o que é conversado.

Por isso, é muito fácil programar milhares de bots para espalhar notícias falsas para contatos e grupos. Uma vez lançadas, estas informações se espalham para todos os cantos, sem controle, como um vírus.

Como identificar Fake News?

A verdade é que essa é uma tarefa árdua em alguns casos, pois a quantidade de informações falsas ou imprecisas é tanta, que fica difícil saber o que é verdade ou mentira e, muitas vezes, em determinado momento, a gente desiste de lutar.

No entanto, nossa melhor arma nesse momento é o bom e velho ceticismo. Duvide de tudo. Ao ver qualquer notícia ou informação, mesmo que você acredite que a pessoa que compartilhou seja uma fonte confiável, desconfie.

Depois disso, você pode procurar por esta notícia ou informação em sites confiáveis. Ou, fazer ainda melhor e procurar em portais dedicados a fazer a checagem de notícias e informações.

Existem vários, alguns independentes. Mas praticamente todos tem um compromisso em acabar com Fake News. Primeiro por uma questão ética. Canais de notícias sérios fazem parte de associações e conselhos de jornalistas que tem por base a ética e a veracidade dos fatos que compartilham.

Segundo que, ao ficar conhecido como um veículo sem credibilidade, portais que compartilham notícias falsas perdem assinantes e, principalmente, anunciantes.

O compromisso com a verdade não é só ético, é mercadológico também.

Abaixo listo alguns portais que fazem o serviço de verificação de fatos. Neles você pode ter fontes mais seguras e, inclusive, desmascarar fake news.

Aos Fatos: Um excelente portal que conta inclusive com um chatbot no Whatsapp: a Fátima. Conversando com ela você pode receber todos os dias as últimas checagens de notícias. Neste momento de pandemia a Fátima é uma ótima aliada pra combater a desinformação sobre o Coronavírus.

Fato ou Fake: A apuração das notícias é feita em conjunto por jornalistas da CBN, Época, Extra, G1, TV Globo, GloboNews, Jornal O Globo e Valor Econômico.

Projeto Comprova: O Projeto Comprova é uma iniciativa sem fins lucrativos que reúne jornalistas de 24 diferentes veículos de comunicação brasileiros para descobrir e investigar informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas. É interessante que em cada notícia eles colocam os veículos que checaram a informação. 

Lupa: O portal faz o fact checking e coloca algumas etiquetas sobre a notícia: “verdadeiro”, “verdadeiro, mas”, “ainda é cedo para dizer”, “exagerado”, “contraditório”, “subestimado”, “insustentável”, “falso” e “de olho”.

E-farsas: Este é um dos sites de checagem mais antigos da internet brasileira. Surgiu em 2002 pra desmistificar hoax, boatos, correntes e aquelas notícias loucas que surgem de vez em quando, como essa: Embalagens longa vida mostram quantas vezes o leite foi reaproveitado? O E-farsas foi criado por Gilmar Lopes, um analista de sistemas que começou a investigar boatos que surgiam na internet. O site é um dos mais conhecidos da internet brasileira e premiado internacionalmente. Ah, esse é meu indicado pra você que não quer nenhum site associado à “grande mídia”.

Como identificar um site de notícias “duvidosas”?

Vou ressuscitar essa parte daquele texto que citei que tinha escrito em 2017 e colocá-lo ipsis litteris aqui.

Ao se deparar com alguma notícia em determinado site, se atente a estes detalhes que podem indicar que se trata de um criado para divulgar fake news.

1 – Foram registrados com domínio .com ou .org (sem o .br no final), o que dificulta a identificação de seus responsáveis com a mesma transparência que os domínios registados no Brasil.

2 – Não possuem qualquer página identificando seus administradores, corpo editorial ou jornalistas. Quando existe, a página ‘Quem Somos’ não diz nada que permita identificar as pessoas responsáveis pelo site e seu conteúdo.

3 – As “notícias” não são assinadas.

4 – As “notícias” são cheias de opiniões — cujos autores também não são identificados — e discursos de ódio (haters).

5 – Intensiva publicação de novas “notícias” a cada poucos minutos ou horas.

6 – Possuem nomes parecidos com os de outros sites jornalísticos ou blogs autorais já bastante difundidos.

7 – Seus layouts deliberadamente poluídos e confusos fazem-lhes parecer grandes sites de notícias, o que lhes confere credibilidade para usuários mais leigos.

8 – São repletas de propagandas (ads do Google), o que significa que a cada nova visualização o dono do site recebe alguns centavos (estamos falando de páginas cujos conteúdos são compartilhados dezenas ou centenas de milhares de vezes por dia nas redes sociais).

Na dúvida, não faça nada!

Se você recebeu uma notícia que tem cara de fake news, mas não teve tempo ou capacidade pra desvendar a verdade, a melhor solução é não fazer nada. Ignore. Não passe pra frente, não comente, apenas esqueça.

As fake news são alimentadas por pessoas que dizem “não sei se é verdade, mas vou compartilhar”. Não faça isso!

As fake news parecem inofensivas, mas elas podem gerar desinformação que causam confusão, que podem custar vidas. Veja o caso das notícias relacionadas ao Coronavírus. Imagine quantas pessoas estão morrendo simplesmente por não dar ouvidos às recomendações dos órgãos de saúde, por minimizar o problema.

Não compactue com isso! Acabar com as fake news só depende de nós.

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Guilherme Santos: Formado em Publicidade e Propaganda e pós-graduando em Mídias Sociais e Marketing Digital, atua na área de comunicação desde 2007.

É especialista em criação de conteúdo e marketing digital. Apaixonado pela escrita, trabalha como redator freelancer para diversos clientes em todo o Brasil. Faz parte do time de redatores da Contentools, escreve uma coluna semanal no Jornal de Laguna, além de públicar artigos em seu blog, LinkedIn e em portais parceiros que divulgam seus conteúdos.

Também vem ajudando pessoas e empresas a desenvolverem seus perfis no LinkedIn através de consultoria, gerenciamento de publicações, treinamentos e palestras.

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