No último dia 12 de novembro faleceu a lenda Stan Lee, criador de personagens como Homem-Aranha, Hulk, Homem de Ferro e vários outros.

Além de uma figura muito carismática, Lee foi um dos responsáveis por renovar o mundo das HQs e levar os super-heróis dos quadrinhos para as telonas.

Sua história repleta de criatividade, faro empreendedor e foco serve como exemplo e inspiração pra qualquer pessoa.

 

O primeiro trabalho de Stan Lee como escritor: redator de obituário

Stanley Martin Lieber nasceu no dia 28 de dezembro de 1922 em Nova Iorque. Passou por grandes dificuldades financeiras em sua infância e, por isso, aos 15 anos decidiu trabalhar ao invés de tentar ingressar na faculdade.

Com o sonho de se tornar um grande escritor, agarrou a primeira chance que encontrou. Se tornou um proeminente escritor de obituário! E, como era de se esperar, esse emprego não lhe garantia nenhuma fortuna, então, além de redator, Stanley trabalhava como entregador de sanduíches no horário de almoço, office boy de uma fábrica e, à noite, como lanterninha em um teatro.

 

Aproveitar as oportunidades é uma arte

Em 1939, Martin Goodman, marido de uma prima de Stan Lee, fundou a Timely Comics, que depois viria a se tornar a Marvel. Seu networking lhe garantiu a chance de trabalhar com redação. Ainda que não do jeito que ele esperava: Stan Lee apenas preenchia os textos nos balões brancos de diálogo.

Foi nessa época que criou o codinome Stan Lee para assinar estes trabalhos, pois seu objetivo era escrever livros e acreditava que se seu verdadeiro nome fosse associado às revistas de quadrinhos sua carreira poderia ser arruinada para sempre. Mas parece que não foi bem isso que aconteceu.

Depois de duas edições preenchendo balões, Lee ganhou a chance de escrever o arco envolvendo o personagem Jerry Hunter, em Capitão América #5. Um mês depois, trabalhou ao lado de Jack Binder e Alex Schomburg criando seu primeiro personagem (e completamente desconhecido): Destroyer, o Demolidor.

Com a saída de Joe Simon e Jack Kirby da Timely Comics, Stan Lee tornou-se o editor da empresa, com apenas 17 anos!

 

A ida para o exército: o fim da sua carreira?

Em 1942 Lee precisou servir ao exército durante a Segunda Guerra. Mas o que parecia ser um empecilho para a sua carreira se transformou em oportunidade. Graças a sua habilidade foi alocado na área de comunicação e teve a oportunidade de trabalhar ao lado de outros grandes nomes da literatura como Charles Addams, criador da Família Addams, William Saroyan, ganhador do Prêmio Pulitzer com a obra O Tempo De Sua Vida, e Theodor Geisel, mais conhecido pelo seu pseudônimo Dr. Seuss.

 

20 anos de “fracasso”

Durante praticamente 20 anos Stan não criou nada muito inovador. Alguns críticos falam que ele precisou fracassar por 20 anos até tirar a sorte grande. Acredito que foram 20 anos de aprendizado e crescimento construindo a sua sorte grande, que chegou no começo da década de 60.

Vivendo uma carreira estagnada, Lee via a Marvel tomar uma surra da DC Comics depois que os quadrinhos da Liga da Justiça começaram a fazer sucesso e já pensava até em abandonar a carreira.

Como última cartada e incentivado pela sua mulher, Joan, Stan Lee cria junto com Jack Kirby um grupo de heróis incríveis, mas com problemas bem humanos: o Quarteto Fantástico. Enquanto os heróis da DC pareciam deuses, os da Marvel eram mais humanos, melancólicos, sofriam com suas responsabilidades e pensavam nas contas que tinham que pagar no fim do mês.

Essa foi a receita para o renascimento da Marvel Comics e, a partir de então, surgiram nomes que nunca mais sairiam das nossas mentes, como Homem-Aranha, Hulk, Homem de Ferro, Thor, Doutor Estranho, X-Men e vários outros.

 

Com grandes poderes vem grandes responsabilidades (e grandes conquistas)

Stan Lee promoveu diversas mudanças que influenciaram no modo de escrever e editar HQs, na forma como artistas que criavam estas obras eram tratados e reconhecidos, na forma de fazer negócios e na maneira de explorar comercialmente os universos criados nos quadrinhos.

Foi ele que incentivou e popularizou uma nova forma de creditar os desenhistas, coloristas e escritores de suas HQs. Passou a dar destaque para o nome dos criadores e a promover uma valorização sobre a profissão.

Quando assumiu as rédeas da Marvel Comics por volta dos anos 60 e 70, Lee criou as bases para algo que é a marca da Marvel nos cinemas atualmente: conexão entre seus universos. Hulk aparecia pra salvar o Capitão América, que estava em uma treta com o Homem de Ferro e no meio disso tudo aparecia o amigão da vizinhança pra dar um fim na bagunça.

Enquanto a DC tinha crise em infinitas terras, com personagens salvando cidades desconhecidas como Gotham e Metropolis, a Marvel apostava nos heróis que precisavam salvar Manhattam, dos perigos da Guerra Fria.

Stan Lee também mudou os processos de criação dentro da empresa. Para agilizar a produção começou a redigir breves resumos das histórias, com uma ou duas páginas. Estes resumos chegavam até as mãos dos desenhistas que criavam as artes de acordo com suas ideias. Um processo colaborativo que depois era finalizado por Lee, que inseria as falas nos balões.

 

Excelsior!

Essa era a palavra usada por Stan Lee para demonstrar todo seu otimismo e energia. Um grito de guerra que o relembra e o define. Essa energia foi responsável por transformar um redator em um rosto conhecido, um ícone de uma marca, o pai de diversos heróis.

Stan Lee foi um dos primeiros no mundo dos quadrinhos a criar sua marca pessoal, a mostrar orgulhosamente suas criações e a trabalhar para que seus heróis deixassem de estampar apenas revistas e invadissem jogos, brinquedos, camisetas, souvenirs e até as telonas.

Stan Lee disse que enquanto estivesse vivo não deixaria de trabalhar e se divertir. Tenho certeza que ele ainda está longe de se aposentar. Ele vai continuar trabalhando durante muito tempo como uma lenda, sempre viva em nossos corações!

 

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Guilherme Santos: Formado em Publicidade e Propaganda e pós-graduando em Mídias Sociais e Marketing Digital, atua na área de comunicação desde 2007.

É especialista em criação de conteúdo e marketing digital. Apaixonado pela escrita, trabalha como redator freelancer para diversos clientes em todo o Brasil. Faz parte do time de redatores da Contentools, escreve uma coluna semanal no Jornal de Laguna, além de públicar artigos em seu blog, LinkedIn e em portais parceiros que divulgam seus conteúdos.

Também vem ajudando pessoas e empresas a desenvolverem seus perfis no LinkedIn através de consultoria, gerenciamento de publicações, treinamentos e palestras.

 

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